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| Lagoa de Guaraíras ao Entardecer CRV© |
Sábado, 25 de Maio de 2013
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
Brasil - Tibau do Sul - Ao entardecer...
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| Lagoa de Guaraíras CRV© |
Os entardeceres, em Tibau do Sul, são suspensos entre a inclinação do sol poente, quando toca rente às dunas da outra margem, e a tranquilidade do palanque de madeira que sustem uma bebida fresca, para matar a sede, ao final da tarde.
Nesta margem, o pôr do sol faz-se no meio de um número generoso de adeptos, que se vão acomodando ao desconforto do terreno, balançando pela encosta acima, motivados pela promessa de um entardecer, cercado por este pequeno mundo onde nos enredamos, entre campo e praia, próprio dos labirintos tranquilos, com portas entreabertas para um verão que se faz poeta e se deixa render.
No bar, a azáfama, limitada aos 30 minutos diários, corta a pacatez da planície coberta pelas águas e as falésias arborizadas que sustêm o areal descontrolado, pelo vento que o embaraça, entre as brisas e as rajadas da tarde.
Pelo meio, crepes doces e salgados, bebidas geladas que amordaçam ligeiramente a voz solitária. Queimam-se os minutos em excesso, relaxam-se as emoções, faltam-nos as palavras, escrevem-se sensações. Por uma fresta da paisagem, o sol vai descendo nesse suicídio místico que constitui uma imensa subversão das regras, pois renasce viçoso, logo pela manhã, contrariando a fórmula duvidosa que jurava que já não haveria mais refracções da luz poisada nos nossos olhos tingidos de esperança.
Entre a queda e a penumbra escrevem-se duas ideias, três poemas. Registos, que são crateras no pensamento, ansiedade, admiração, solfejo de uma ária que nos bafejou, timidamente, com as mãos côncavas do vento, a revolver todas as preces suspensas das palavras, na nostalgia do sol poente.
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| CRV© |
Domingo, 27 de Janeiro de 2013
Brasil - Tibau do Sul - Lagoa de Guaraíras
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| Lagoa de Guaraíras - daqui |
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Para lá da vila, quando a encosta cai sobre as águas da lagoa, há um santuário de garças brancas que nidificam numa ilha verde, assente em pés de mangue, onde proliferam as ostras e os canais de água doce. Tranquila, como o pôr-do-sol, a Lagoa de Guaraíras surge, imprevista, do lado esquerdo da estrada quando as curvas deixam vislumbrar, por entre as árvores e o casario modesto, um azul intenso que se funde com o céu, como se uma janela se abrisse na paisagem e fosse revelação de um desses instantes sagrados de beleza.
À chegada, subimos à colina do Marina's Resort de onde se avista a baía em repouso, com os seus 8 km de extensão e 2 de largura, as margens arenosas, algumas ilhas verdes e a confluência agitada junto à foz, quando as águas da lagoa se misturam, numa turbulência cinzenta, com as ondas do mar. Nas margens em redor, aqui e ali, pequenas habitações de madeira, erguidas pelos pescadores de ostras que têm, enterrado no lodo negro, os seus viveiros artesanais.
Na outra margem, uma vastidão de dunas silenciosas estende-se até ao mar, imperturbável com a agitação diária dos buggies que vêm de norte, pela beira mar, dos lados do Natal.
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Entramos numa dessas pirogas de madeira que se fazem pelo meio da lagoa. O guia, um pescador de ostras, fez a promessa de nos levar aos viveiros, ao santuário das garças e, talvez com sorte, ter por companheiros de viagem uma família de golfinhos que costuma dar as boas vindas com exibições efusivas nas zonas mais profundas da lagoa. Com um sol abrasador e uma chuvada tropical avançamos, lentamente, por entre o silêncio de ilhéus de mangue, onde proliferam diversos tipos de aves pesqueiras, grandes crustáceos e uma infinidade de pequenos seres que encontram neste local o habitat perfeito para se fixarem. Em perfeita sintonia com a natureza virgem, e tendo apenas como som de fundo o bater dos remos na água, navegamos pela tarde dentro, por entre canais de mangue, alguma vegetação densa, uma ocasional prega do vento e um imenso mar de águas tranquilas onde a beleza sussurrava em voz baixa que nos deixássemos ficar.
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012
Brasil - Sempre chegaram os Saguins!
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Começam a ouvir-se com o nascer do sol. Leves como uma pena, franzinos e cinzentos como ratos famintos. Atraídos pelo barulho da zona dos pequenos almoços, depressa chegam com malabarismos amestrados. Saltam de árvore em árvore, movidos pela fome e pela secura esbugalhada. Pequenos no tamanho, exaltados nos movimentos bruscos e dessincronizados, fazem lembrar crianças hiperactivas que ora se aproximam a pedir uma esmola de pão, ora fogem a sete pés quando nos aproximamos sem qualquer intenção. Têm olhos hipertiróidicos, bocas pequenas e dentes serrilhados. Na cabeça, os penachos brancos, por cima das orelhas, dão-lhes um ar apalhaçado que nos rende em tímida perplexidade. Ágeis como um raio, correm excitados pelas traves do tecto, empoleirando-se, ora pela cauda, ora pelas garras das patas traseiras, pedindo bagos de uva e outras frutas da época. Oportunistas, entre o pequeno furto e a oferta, desdobram-se em malabarismos intermutáveis, passando, rapidamente, para mãos não comprometidas, o saque orgulhoso que lhes rendeu mais uma refeição gratuita.
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Estranhei, no primeiro dia, estes pequenos acrobatas não terem aparecido. A espécie encontra-se ameaçada e muito embora o governo federal tenha tomado medidas de protecção, o seu habitat natural tem vindo a ser progressivamente dizimado pela febre da construção clandestina e pelo deficiente planeamento urbano da região. Mal gerida pelo homem, a mata atlântica, na orla costeira, tem vindo a ser engolida pela construção desenfreada de casas de veraneio e por um turismo personalizado que não deixa, contudo, de se instalar em território alheio. O choque, inevitável, gera situações como as que me foram relatadas.
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No ano anterior, uma campanha de desratização levada a cabo por todo o distrito, atingiu a população de saguins de forma alarmante, tendo-se verificado uma taxa elevada de mortalidade que quase levou à extinção na região.
Foi com alegria que vi este pequeno grupo aventurar-se até tão perto de nós, atrevendo-se a reclamar algumas migalhas, deixando um sinal de esperança com as suas quatro pequenas crias.
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A uns escassos 150m da costa, o resort é mais um dos que se inserem no limiar do habitat dos saguins. Com as devidas cautelas, procura compatibilizar o sentimento proteccionista com os requisitos de desenvolvimento turístico do Estado, evitando o confronto e a invasão para lá das construções já edificadas e retirando partido das visitas matinais que são um dos atractivos da região.
O “resort” insere-se num jardim densamente arborizado, com vegetação típica da mata atlântica. O acesso à orla costeira, é feito por um caminho privativo, que parte das traseiras do resort, e segue arriba abaixo, serpenteando o pequeno morro, por uma estreita vereda que desagua numa praia minúscula, rochosa, mas belissimamente deserta.
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| CRV© Praia de Tibau do Sul |
Domingo, 4 de Novembro de 2012
Brasil - Tibau do Sul
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| CRV© Tibau do Sul |
Acordei com o desassossego dos saguins. Com o nascer do dia, vêm em bandos até à pousada, atraídos pelos cheiros das frutas e dos sumos. Correm pelos telhados dos bungalows em direcção ao palanque dos pequenos almoços onde, invariavelmente, lhes espera uns petiscos oferecidos pelos turistas rendidos aos malabarismos e às correrias em torno das traves do tecto.
Deixamos na tarde anterior Carapibús, no Paraíba, e regressamos ao Rio Grande do Norte para nos instalarmos em Tibau do Sul, uma pequena povoação a 9 Km da vila de Pipa. É a segunda vez que voltamos aqui. Regressámos pela tranquilidade, pelas paisagens e porque preferimos sempre o sossego de uma pousada longe da agitação de Pipa, que é uma vila sedutora, para um passeio à noite ou um jantar à luz das velas, mas acaba por se identificar com os centros turísticos com o movimento, as lojas, as compras e a folia que queremos tanto evitar.
Por entre as cortinas, os primeiros raios de sol rompem com uma intensidade luminosa que enche o quarto por completo. Lá fora, o resfolhar dos troncos das árvores prende-se com a algazarra dos saguins que entram em competição com bandos de pássaros que chegam aqui igualmente atraídos pelas migalhas que podem roubar no café da manhã. Fico a observa-los da janela. Sem me mexer, para não os assustar.
Os jardins que nos rodeiam são de um verde intenso que convidam ao repouso, seja relaxados numa rede suspensa ou simplesmente a escrever um poema sobre as sensações deste lugar. Os bungalows encontram-se estrategicamente camuflados no verde da paisagem. Localizados numa área densamente arborizada, a distribuição é generosa, proporcionando a privacidade desejada em torno de cada um.
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| CRV© Tibau do Sul |
No centro do resort, uma piscina e um bar, onde se servem caipirinhas doces e cervejas geladas, muito para lá do por do sol.
Noites tranquilas. Refúgios luminosos. Grandes apologias.
Noites tranquilas. Refúgios luminosos. Grandes apologias.
Domingo, 14 de Outubro de 2012
Brasil - Entardecer em Carapibús
Carapibús - CRV©
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| Carapibús - CRV© |
Aos poucos, a luz vai-se desdobrando num tranquilo final de tarde. Esbatem-se os contorno e as coisas transformam-se em vultos, adensando as sombras em redor que parecem crescer sobre nós, transportando-nos desta latitude para uma outra dimensão da realidade.
O entardecer em Carapibús percepciona-se como uma daquelas combustões da natureza com a qual traçamos laços na nossa biografia. Ao fundo, o mar, a preencher o horizonte ao modo de anfiteatro, completando todas as partes côncavas do recife que contorna a solidão da praia. Uma brisa quente, quase agreste, costuma acompanhar a descida do dia, erguendo pequenas nuvens de areia que se aninham junto aos limos, à beira-mar. Ao longe, os vultos vagarosos e indolentes dos últimos banhistas abandonam a praia. À medida que se afastam, tomam-lhe o lugar, bandos de pássaros e gaivotas irrequietas que procuram, na linha de água, alguns crustáceos solitários que ali chegaram enrolados na tirania oscilante dos limos. Vultos de caranguejos minúsculos invadem a praia. Aparecem de todo o lado, brancos, de pinça afiada, sem quaisquer afinidades colectivas, pois é cada um por si, sem subserviências ou autoritarismos desenfreados. Correm, histericamente, desde as suas tocas até aos rolos de limos à beira mar e procuram aí, algum minúsculo cadáver insepulto que possam transportar, silenciosamente, até ao seu refúgio no xadrez do areal.
Agarrei a areia fina, como se agarrasse o tempo dentro de uma ampulheta e não o deixasse avançar. Com a noite a aproximar-se, e a escuridão a girar com formas brilhantes e suaves sobre as palmeiras, observei, com os olhos quase cegos, os contornos amplos daquele espaço aberto. A beleza propaga-se pelas nossas artérias, com uma enorme serenidade, quando as imagens que percepcionamos são desprovidas de qualquer ambiguidade ou complexidade. Deitada, numa profusão de areia fria, coloquei os olhos fixos no céu e comecei a acompanhar o rasto claro das estrelas.
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| Carapibús - CRV© |
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012
Brasil - A Costa Sul do Paraíba - Tabatinga, Coqueirinho e Tambaba
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| Costa sul do Paraíba - CRV© |
Recortada pelo aluvião das águas, a costa sul de Carapibús precipita-se em falésias avermelhadas cobertas de vegetação rasteira que desce, encosta abaixo, até às praias isoladas de mar esverdeado e areia fina que serpenteiam o sul do Paraíba. Com acessos difíceis, este é um daqueles locais feito à medida de quem procura a tranquilidade dos grandes espaços, onde a brisa quente é uma sombra que nos afaga e a zona costeira tem aquele perpétuo encantamento entre o mar e o espreguiçar da rebentação que se aninha debaixo de pequenos seixos.
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| Tabatinga |
Com início em Carapibús, viajamos para sul, ao longo da costa, cumprindo as sugestões obrigatórias do "4 Rodas": Tabatinga, Coqueirinho e Tambaba, eram as praias qualificadas com 4 e 5 estrelas que prometiam bilhar nesse dia. Com um areal extenso e solitário Tabatinga fica emoldurada por uma faixa de vegetação rasteira onde sobressaem alguns coqueiros espigados que proporcionam alguma sombra amena a quem se aventura por estas paragens. Com uma logística incipiente, a praia encontrava-se completamente deserta, talvez devido à época baixa que neste hemisfério ocorre, precisamente, nos meses de Julho e Agosto. No caminho, as poucas casas de veraneio com que nos cruzamos sobreviviam em suspenso. Portões fechados, muros cobertos de musgo, mesas de jardim arrumadas, cadeiras tapadas esperavam, num limbo nostálgico, a transição para a nova estação.
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| Coqueirinho |
Talvez por isso mesmo tenha sido Tambaba que mais gostei. Deserta, sem apoios ou veraneantes neste dia, sem estruturas turísticas e com a vantagem de estar integrada numa reserva natural. Tambaba foi oficialmente reconhecida, pelo governo federal, como a segunda praia naturista do Brasil. As entradas na zona naturista encontram-se organizadas de forma rigorosa, estando vedada qualquer entrada a veraneante com roupa vestida. Protegida por uma zona de densa mata-atlântica, aos visitantes são oferecidas pequenas sacolas onde têm que depositar, logo ali, a sua roupa. As regras são severas não sendo permitido fotografar ou filmar no local. Homens não podem entrar sozinhos, só acompanhados de uma presença feminina. Para quem não opte pelo naturismo poderá sempre disfrutar de 200m de praia reservada aos pudicamente vestidos. Visitamos esta praia, mas ficamos do lado de cá, sem sacolas!
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| Tambaba - 200m de areal para TODOS - CRV© |
Sábado, 28 de Abril de 2012
Brasil - Campina Grande
O fascínio pelo interior do Estado empurrou-nos mais para dentro. Aceitamos o desafio das grandes planícies, voltando as costas ao mar e ao melancólico pôr-do-sol da Praia do Jacaré. Ceder ao interior arranca-nos da ressaca dos hábitos ociosos e faz-nos correr ao encontro das cidades que se encontram na encruzilhada entre o presente e o passado, entre a escravatura e a liberdade, o litoral e o sertão, entre o mar e o crespar das planícies em direcção à serra sertaneja.Fomos ao encontro de Campina Grande. Da história da cidade sabia apenas que tinha surgido em território dos índios Ariaús. Com a corrida ao ouro branco, viveu tempos gloriosos tornando a região no segundo maior exportador de algodão do mundo. A cidade foi o pólo dinamizador do comércio de algodão do sertão. Para aqui convergiam as safras das regiões vizinhas seguindo depois para o litoral, percorrendo os 150Km que separavam Campina Grande do mundo exterior. O algodão gerou fazendeiros milionários, aumentou o prestígio da cidade e instalou políticos convenientes ao desenvolvimento local. No mundo interior das plantações, vivia-se o turbilhão claustrófobico da escravatura. Gente anónima, com fissuras amargas nas mãos, sobrevivia resignada a uma patologia insidiosa com sonhos presos a ramos de algodão.
No início do século 20, a chegada do comboio abriu as portas do mundo a esta cidade atarracada entre o calor do sertão e a exportação mundial. O governo político instalou-se e o prestígio da cidade passou a superar a capital do Estado, João Pessoa.
Percorremos a cidade de fugida. O clima quente afastou-nos dos passeios a pé. Optamos pela tediosa circunvalação de carro com uma pequena exploração do centro histórico.
Percorremos a cidade de fugida. O clima quente afastou-nos dos passeios a pé. Optamos pela tediosa circunvalação de carro com uma pequena exploração do centro histórico.
Com características colonialistas os edifícios centenários do centro levam-nos por dentro da história da cidade. O Teatro, de princípio de século e o Museu Histórico e Geográfico, reflectem um apogeu extinto hoje contornado pelas industrias de software que cresceram nos limítrofes da cidade e que destoam do ambiente histórico-colonialista do centro. As casas acolhem-nos com cores quentes e desenhos geométricos, simétricos, referências daqueles dias em que se vivia uma azáfama branca diferente do ócio lento que hoje habita no centro. Por toda a cidade a veneração ao São João padroeiro é uma constante. Dizem que se celebra aqui o maior S. João do mundo. Em Campina Grande não é o Carnaval que merece destaque mas sim as festas Joaninas, com reserva do mês de Junho para as apoteóticas celebrações. O Parque do Povo, com 45.000 m2, está reservado para os desfiles locais e para o forró "pé de serra" que marca o compasso da dança frenética que aquece os corpos em transe dos foliões. O povo é acolhedor e os espaços verdes fazem desta cidade um oásis de tranquilidade para os viajantes que rumam ao interior do Estado. Com o dia a terminar decidimos regressar ao vai-vem das ondas, no nosso refúgio em Carapibús. Ficámos a desejar uma viagem pelo interior do Estado que conta com parques naturais e relíquias históricas e pré-históricas, como o Vale dos Dinossauros, no município de Sousa, onde foi descoberta uma das maiores concentrações de pegadas de dinossauros do mundo.Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Brasil - O Urubu de cabeça-vermelha
A curiosidade fez-me tirar umas notas sobre a espécie. O urubu-de-cabeça-vermelha, encontra-se por toda a costa interior do Nordeste do Brasil. Habita campos, matas e bosques, optando por pousos tradicionais, em árvores da mata ribeirinha. Os locais de pernoita são, geralmente, comunitários, concentrando entre 20 e 30 aves da sua espécie.
Excelentes planadores, as asas podem atingir 1,80m de envergadura. Necrófagos, procuram as presas entre os voos que fazem sobre a vegetação e o solo. Conseguem a sustentação, mantendo as asas rígidas e virando o corpo de lado, parecendo, erradamente, que se encontram em voo errático. Só raramente batem as asas e, mesmo assim, só para iniciar o movimento do voo. Deslocam-se a grande altura, mantendo um perfil característico de voo. O adulto possui a pele da cabeça nua e o pescoço vermelho, além de um escudo nucal branco, visível em boas condições de luz. Localiza as carcaças pelo olfacto, uma das poucas aves onde esse sentido é apurado. De forma ocasional, pode capturar e matar pequenos vertebrados, apanhados em voos rasantes. Nidifica no solo ou, mais raramente, em árvores ocas, protegidas por vegetação densa. A incubação, geralmente de 2 ovos, dura entre 38 e 41 dias. Perto dos 70 dias de vida, os juvenis iniciam os seus voos de treino.
Fotog: CRV©
Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Brasil - A pedra do Ingá
Ao longe, já se avistava o planalto do Borborema. Na estrada que liga João Pessoa a Campina Grande, surge, ao km 115, o desvio para a cidade do Ingá. Percorremos os 8 km que nos separam da pequena localidade, ladeados por campos de searas, sob um sol abrasador, que engolia a paisagem seca do interior.A cidade, mantém a placidez das ilhas perdidas. Entalada entre os dias, que correm quentes e lentos, rejeitam-se aqui os deslumbramentos da modernidade.
fotog:CRV©
Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Brasil - A Transamazónica
O fascínio pelo interior do Brasil fez-me desviar da costa atlântica e explorar os primeiros quilómetros daquela que é considerada uma das maiores vias do país. A Transamazônica, tem tudo aquilo que a sugestão de um espaço largo, e a aventura pelo interior desconhecido, podem trazer ao viajante disposto a arriscar, entre as travessias de asfalto e os caminhos todo-o-terreno. Nesse mundo denso, feito de troços arenosos, pântanos e regiões alagadas, pelas chuvas de Maio a Julho, há toda uma região por descobrir, que desafia os mais destemidos que não receiam ficar encalhados nas regiões entre o Piauí e o Pará, onde o trajecto é rasgado por entre o mato denso, em estradas sinuosas, apenas aconselhável aos veículos preparados para todo-o-terreno. Com quase 5.000 km, a BR 230 parte do Cabedelo em direcção às florestas do Amazonas, cortando transversalmente o país,
naquilo que foi, inicialmente,um projecto faraónico para ligar a costa este e oeste do continente sul americano, entre o Brasil, o Perú e o Equador. O projecto com 8.000 km nunca chegou a ser concretizado para além do Amazonas. O meu destino é Campina Grande. Um município, fundado no século 17, no tempo em que o Brasil era um dos maiores produtores mundiais de algodão e as suas exportações abasteciam o mercado colonial europeu. A sugestão, do início da aventura amazónica, lançou-me nuns modestos 150km desta auto-estrada, com características europeias, que esconde no percurso alguns atalhos arqueológicos, localizados no Planalto do Borborema. No horizonte, só muito espaçadamente se desenham casas, árvores ou pequenos lugarejos. A paisagem característica é feita de giestas amarelecidas, da altura de um homem, cortada por penedos rochosos ou pequenas protuberâncias que fazem lembrar as ondulações que cruzam os percursos da vida. A certa altura, surgida do nada, pequenas vendas, de fruta e artesanato sertanejo, ao longo da estrada. Bonecas de barro, disformes, de cores garridas, com olhos em bico, lábios grossos e vestidos longos e floridos, que evocam uma época passada, quando as mocinhas se arranjavam aos Domingos para impressionar os jovens sertanejos.
Saio do carro, para desentorpecer as pernas e sentir o sol quente do interior, que queima pela hora do meio-dia. A venda tem o sucesso dos locais de paragem no deserto. Compro algumas frutas para a viagem e sigo em direcção a um local onde dizem que as pedras falam. Património da Humanidade, o local da Pedra do Ingá conta a história das estrelas tatuadas nas rochas. No caminho, paro para obter informações junto de um sertanejo que tinha o perfeccionismo próprio da sua arte simples. Sorriso largo, envergonhado pelo vento que lhe redomoinhava no local em que lhe faltavam os dentes, penas de águia no chapéu, para dar sorte nos altos voos, lenço encarnado ao pescoço, para lidar melhor com o gado, colete laranja e calças pretas, desajeitadas, presas com um cordel atamancado. No todo, configurava uma visão auspiciosa para o meu destino. Mais interessada na personagem, no que ela me ia dizendo, sorri e atrevidamente roubei-lhe, entre uma palavra e um suspiro, uma fotografia que ficou presa naquele artifício, entre os rasgos fugazes que se alojam na memória e a doce melancolia que convola certos homens em personagens de arquipélagos fictícios. Fotogr: CRV
Saio do carro, para desentorpecer as pernas e sentir o sol quente do interior, que queima pela hora do meio-dia. A venda tem o sucesso dos locais de paragem no deserto. Compro algumas frutas para a viagem e sigo em direcção a um local onde dizem que as pedras falam. Património da Humanidade, o local da Pedra do Ingá conta a história das estrelas tatuadas nas rochas. No caminho, paro para obter informações junto de um sertanejo que tinha o perfeccionismo próprio da sua arte simples. Sorriso largo, envergonhado pelo vento que lhe redomoinhava no local em que lhe faltavam os dentes, penas de águia no chapéu, para dar sorte nos altos voos, lenço encarnado ao pescoço, para lidar melhor com o gado, colete laranja e calças pretas, desajeitadas, presas com um cordel atamancado. No todo, configurava uma visão auspiciosa para o meu destino. Mais interessada na personagem, no que ela me ia dizendo, sorri e atrevidamente roubei-lhe, entre uma palavra e um suspiro, uma fotografia que ficou presa naquele artifício, entre os rasgos fugazes que se alojam na memória e a doce melancolia que convola certos homens em personagens de arquipélagos fictícios. Fotogr: CRVDomingo, 6 de Novembro de 2011
Brasil - Cabedelo e o Rio Paraíba
Descobri o lado mais tranquilo de João Pessoa, mais a norte, numa língua de areia, contornada por um mar azul turquesa, na confluência calma onde as águas do Rio Paraíba se fundem com o mar. A península, com 18 km de comprimento e 3 Km de largura, é urbanizada com casas de veraneio, jardins e um bairro de casas de madeira, de traça colonial, pintadas em tons garridos que percorrem uma paleta de cores alietória que vão do rosa ao amarelo, do verde ao azul petróleo, do encarnado vivo aos laranjas poentes. De nome Cabedelo, esta pequena península é circundada por um extenso areal, com quiosques à beira mar, petiscos saborosos, barcos de lazer, apinhados ao longo da margem, para todos os gostos e estilos e um porto de mar que serve as necessidades comerciais do estado. A poucos metros da linha da costa, uma cintura de recifes de coral e um por-do-sol, para lá das ilhas do rio, que aconchega os fins de tarde dos que se deslocam aqui para ver o entardecer, ao som do bolero de Ravel, nas esplanadas da Praia do Jacaré. No cais do Cabedelo, parte a balsa para Lucena,
pequena comunidade que fica na outra margem da foz do rio. Fala-se da ponte que ainda não está. A ponte que promete juntar as duas margens e acabar com os 15 minutos da travessia que deliciam os turistas, mas que irá acabar com o isolamento dos locais, resolvendo a distância rodoviária de 50 Km, correspondente ao contorno da península. Apanho o barco. A bordo seguem guias improvisados. Moleques atrevidos, de cara sorridente, olhos vivos e cabelo travesso, tatuados na pele morena, do sol e das tradições, com ondas de sal branco. De hawaianas no pé, calção de banho herdado maior do que a perna, rapidamente começam a desbobinar a história do Rio Paraíba. Os índios ali, os colonos aqui, as capitanias e a cana do açucar, o comércio dos escravos, a barra, as guerras, os holandeses e o Forte de Santa Catarina. Localizado numa elevação arenosa, à medida que o barco se afasta surgem, na margem direita do rio, os contornos do Forte de Santa Catarina. Datado de 1586, o local corresponde à primeira capitania do Paraíba. Destruído e reconstruído nos anos seguintes a sua actual configuração poligonar, com dois bastiões e quatro vértices remonta aos finais do séc.17. Invadido por corsários, indígenas e holandeses, o seu nome honra Dona Catarina de Portugal, Duquesa de Bragança. A viagem até à outra margem é breve. Prosseguiremos para norte, mas antes faremos um pequeno desvio, até ao interior do estado.
pequena comunidade que fica na outra margem da foz do rio. Fala-se da ponte que ainda não está. A ponte que promete juntar as duas margens e acabar com os 15 minutos da travessia que deliciam os turistas, mas que irá acabar com o isolamento dos locais, resolvendo a distância rodoviária de 50 Km, correspondente ao contorno da península. Apanho o barco. A bordo seguem guias improvisados. Moleques atrevidos, de cara sorridente, olhos vivos e cabelo travesso, tatuados na pele morena, do sol e das tradições, com ondas de sal branco. De hawaianas no pé, calção de banho herdado maior do que a perna, rapidamente começam a desbobinar a história do Rio Paraíba. Os índios ali, os colonos aqui, as capitanias e a cana do açucar, o comércio dos escravos, a barra, as guerras, os holandeses e o Forte de Santa Catarina. Localizado numa elevação arenosa, à medida que o barco se afasta surgem, na margem direita do rio, os contornos do Forte de Santa Catarina. Datado de 1586, o local corresponde à primeira capitania do Paraíba. Destruído e reconstruído nos anos seguintes a sua actual configuração poligonar, com dois bastiões e quatro vértices remonta aos finais do séc.17. Invadido por corsários, indígenas e holandeses, o seu nome honra Dona Catarina de Portugal, Duquesa de Bragança. A viagem até à outra margem é breve. Prosseguiremos para norte, mas antes faremos um pequeno desvio, até ao interior do estado.Brasil - Paraíba - Cabedelo - Fortaleza de Santa Catarina
Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
Brasil - João Pessoa (3)
O lago é imenso. Contornado por palmeiras imperiais, o grande espelho de água é conhecido como o marco geodésico à volta do qual circula a cidade de João Pessoa. Localizado perto da zona histórica da cidade, é do Parque Sólon de Lucena que partimos rumo aos museus, ao mercado de artesanato, às igrejas, aos monumentos e à casa do artista. O mercado de artesanato é um edifício de dois pisos, com mais de uma centena de pequenas lojas, voltadas para um pátio central, onde se dá uma amostra do artesanato produzido no Estado do Paraíba. Cada loja, sobrevive num espaço exíguo, atafulhado com uma multiplicidade de objectos que vão desde a cultura barrista, dos índios do litoral, com influências europeias e africanas, aos objectos produzidos pelas tribos indígenas do Maranhão interior, essencialmente feitos de palha, madeiras exóticas e penas de pássaros. Inspeccionei as lojas, ao longo dos corredores de dois andares, com um interesse meramente lúdico e com um desinteresse crescente pela miscelânea de produtos introduzidos pela fobia do turismo de massas.
Ao longo do rio, sucedem-se pequenos restaurantes de gastronomia local, construídos sobre estacas de madeira, dando ao local um aspecto de aldeia sobre as águas. Perto do entardecer, começa a agitação. Para aqui convergem a maioria dos turistas de visita à cidade. Apressam-se a ocupar uma mesa, a procurar a posição do sol e a medir o tempo que falta até ao entardecer.
Sentamo-nos. Confortavelmente instalados num pequeno bar, somos embalados pelo vai e vem tranquilo das ondas do rio, que correm por baixo do soalho de madeira robusta, fazendo pensar numa pousada sobre o mar. É como se a água fresca, o som das vozes e os risos que nos cercam, alongassem o vasto horizonte para lá da linha onde o pensamento se perde sobre o mar. Sobem ao palco os dois artistas. Ensaiam-se os primeiros acordes. Todos esperam pelos últimos 17 minutos do entardecer, altura em que o sol timidamente começa a sua queda e o saxofonista e a violinista iniciam o Bolero de Ravel. Tal como tudo na vida, só quando o sol definitivamente se esconde, é que os artistas param de tocar. Até lá, haverá sempre um novo amanhã, para disfrutar.Domingo, 31 de Julho de 2011
Brasil - João Pessoa (2)
Apenas uma vez por ano, e só durante cinco dias, a cidade ganha a tonalidade dos ipês. A floração é breve, mas exuberante, e ocorre entre o final da época seca e o começo das chuvas. Os jardins da cidade ficam cobertos com tapetes de flores e são as Tabebuia, Ipês ou Pau d’Arco, árvores de grande porte, de copas altas arredondadas, troncos escuros e robustos, folhas opostas cruzadas, as responsáveis pelos tons que encantam locais e visitantes da cidade. João Pessoa, considerada a segunda cidade mais verde do planeta, conta com um Jardim Botânico com 515 hectares, inaugurado em 2000, onde se encontra uma das maiores reservas de Mata Atlântica do Brasil. À entrada são-nos sugeridos três percursos diferentes que podemos explorar de acordo com o tempo e o interesse de que dispomos. O passeio, acompanhado por guias e guardas florestais, inclui explicações sobre as diferentes espécies de fauna e flora que vamos encontrando.
Apesar dos trilhos estarem perfeitamente delimitados, a vegetação é densa e esconde uma riqueza impressionante de animais e plantas que nos propomos descobrir. Orquídeas penduradas em troncos de árvores, árvores de sucupira e de cajá, raposas, pica-paus, preguiças, borboletas gigantes e centenas de espécies de pássaros acompanham-nos neste passeio, que se estende por alguns quilómetros, durante a manhã, por dentro da mata.
Apesar dos trilhos estarem perfeitamente delimitados, a vegetação é densa e esconde uma riqueza impressionante de animais e plantas que nos propomos descobrir. Orquídeas penduradas em troncos de árvores, árvores de sucupira e de cajá, raposas, pica-paus, preguiças, borboletas gigantes e centenas de espécies de pássaros acompanham-nos neste passeio, que se estende por alguns quilómetros, durante a manhã, por dentro da mata.Jardim Botânico
Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Brasil - João Pessoa (1)
Nos dias mais nítidos, depois da curva apertada da estrada, é possível avistar toda a baía que serve de moldura à cidade da “Porta do Sol”. Este, é o nome pela qual os naturais também conhecem João Pessoa, a capital do estado do Paraíba. Cheguei, com a curiosidade suscitada pelas leituras de preparação desta viagem que referenciavam esta cidade como uma das mais seguras e com melhor qualidade de vida no Brasil. Conduzindo pela orla costeira, desde o Farol do Cabo Branco, a entrada sul da cidade faz-se pela avenida marginal que acompanha os 6 Km da baía da praia do Bessa. Ricamente arborizada, com palmeiras de ambos os lados da estrada e centenas de pequenos cafés e quiosques ao longo da beira-mar, esta é a avenida onde se encontra o complexo urbanístico mais rico da cidade, com hotéis de cinco estrelas e inúmeras vivendas de cores quentes, voltadas para a praia, em estilo art-deco, com jardins bem integrados no paisagismo urbanistico, vivendo-se uma harmonia melancólica de outros tempos que serve de moldura perfeita a esta cidade, à beira-mar plantada.Do meu lado direito, a praia do Bessa. Um extenso areal que sobe até à avenida marginal, rematado por uma larga calçada empedrada cujo movimento, a certas horas do dia, chega a ser intenso. Aqui encontram-se dezenas de cafés e quiosques de pequeno comércio e, entre as corridas de jogging, o chôpes nas esplanadas, o marisco nos restaurantes e as caminhadas dengosas ao longo da praia, os naturais da cidade vivem num compasso lento e despreocupado onde a pressa é inimiga da qualidade de vida. Mais para o interior da cidade vive-se um ambiente de tranquilidade que a destaca das outras cidades brasileiras por onde passámos.
Atravessada por 12 rios, João Pessoa tem um clima ameno, intertropical, onde predominam as ruas limpas e arborizadas, extensos jardins e parques naturais, zonas históricas, museus e bairros barrocos com casas de madeira pintadas com cores garridas. João Pessoa cultiva o esbatimento dos contrastes sociais, erradicando o surgimento de favelas, apoiando os mais desfavorecidos, dando casa e parcelas de terreno aos sem-terra. Por todas estas razões apresenta um dos índices mais baixos de criminalidade do Brasil. Considerada, durante a ECO-92, como a segunda cidade mais verde do mundo, (apenas ultrapassada por Paris) é opinião comum que aqui se reúnem todas as condições para se poder afirmar que João Pessoa estará entre as cinco cidades com melhor qualidade de vida do Brasil. Fundada por portugueses, nas margens do Rio Sanhauá, em 1585, inicialmente foi chamada de Nossa Senhora das Neves, mas viria, no século passado, a ser denominada como “João Pessoa” em homenagem ao presidente do Estado do Paraíba assassinado, em 1930, na cidade do Recife. (continua)
Atravessada por 12 rios, João Pessoa tem um clima ameno, intertropical, onde predominam as ruas limpas e arborizadas, extensos jardins e parques naturais, zonas históricas, museus e bairros barrocos com casas de madeira pintadas com cores garridas. João Pessoa cultiva o esbatimento dos contrastes sociais, erradicando o surgimento de favelas, apoiando os mais desfavorecidos, dando casa e parcelas de terreno aos sem-terra. Por todas estas razões apresenta um dos índices mais baixos de criminalidade do Brasil. Considerada, durante a ECO-92, como a segunda cidade mais verde do mundo, (apenas ultrapassada por Paris) é opinião comum que aqui se reúnem todas as condições para se poder afirmar que João Pessoa estará entre as cinco cidades com melhor qualidade de vida do Brasil. Fundada por portugueses, nas margens do Rio Sanhauá, em 1585, inicialmente foi chamada de Nossa Senhora das Neves, mas viria, no século passado, a ser denominada como “João Pessoa” em homenagem ao presidente do Estado do Paraíba assassinado, em 1930, na cidade do Recife. (continua) Fotogr Aérea e zona histórica - UNK
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